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Um dia de treinamento…

…para pensar sobre comunicação e fazer o melhor pastel.

Sabe aquele clássico que diz que santo de casa não faz milagre?
Não faz mesmo. A boa notícia é que o pessoal da WeGov deve andar pleiteando uma vaguinha no andar de cima. Eles vieram no dia 19 de julho e deram uma boa sacudida na galera que faz a comunicação da Justiça do Trabalho de São Paulo.

Do basicão – “para que a comunicação existe mesmo?” – ao “1001 ferramentas que vocês precisam usar antes do fim do mês”, o casal Tamura fez algo que eu vinha tentando há algum tempo: criar um mindset na equipe da Secom de que estratégia tem que fazer parte da rotina de todos. Não é coisa isolada do gestor. Não é colocar no papel e esquecer que existe.

Puxa uma cadeira e fica à vontade

Olha que eles são quase “de casa”, porque entendem que é bem difícil fazer comunicação no setor público. Tem ego (S), burocracia, autoridade e trabalho aos montes. Falta autonomia, gente, orçamento, e um monte de coisa que não listo para não deprimir.

Começaram com provocações simples. Quase ninguém lembrava a visão de futuro da nossa organização. Depois dos segundos de silêncio, conseguimos refletir juntos sobre os problemas que resolvemos, o que fazemos e o que deixamos de fazer.

O ponto alto foi fazer todo mundo se empolgar com o desenho das personas. Criamos o advogado Henrique Alvarenga, a servidora Beatriz, o trabalhador Roberto Carlos, o empresário Sampaio. Nota do gestor: há algum tempo eu tinha dado a mesma ideia e recebi olhares tortos, do tipo “essa chefe só inventa”. Felizmente, perceberam que para a gente facilitar a vida do cidadão, precisamos tentar viver um pouquinho da sua realidade.

A gente acha que sabe e não sabe. Ou que não sabe e não sabe mesmo

Parece óbvio: vamos usar Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e o que mais o mundo nos permitir, afinal, é lá que as pessoas estão e é isso querem. Que pessoas? Como eu sei o que elas querem de fato? O treinamento fez a gente voltar alguns espaços e pensar um pouco sobre o propósito do que fazemos como rotina.

Também implantou o chip de que broadcast é só uma perna do que fazemos e que redes sociais tem muito mais a ver com interação, relacionamento e inteligência.

Por fim, demonstrou que o mundo realmente está girando rápido. Temos mil ferramentas, aplicativos, técnicas e métodos que podemos usar para fazer comunicação. Alguns podem ser muito úteis, outros nem tanto. Mas temos que conhecê-los. Se quisermos ser úteis, temos que nos esforçar para acompanhar as transformações malucas da tal da sociedade da informação.

Stop in the name of law

Acho que como muitos departamentos de comunicação, a Secom do TRT da 2ª Região é quase uma pastelaria. Tem notícia, mural, TV, e-mail marketing, caldo de cana e molhinho opcional. A economia vai bem, obrigada: a clientela não para. E a gente faz e entrega. Faz e entrega. Faz e embrulha para viagem. E entrega.

O aprimoramento com a WeGov fez com que fechássemos o balcão por um dia e colocássemos a mão na massa, para deixá-la mais saborosa, quem sabe com um novo recheio. Fez bem para todo mundo e nenhum cliente morreu por abstinência de carboidrato.

No final do dia, ficou a certeza: precisamos parar de vez em quando (sim, parar mesmo, todos juntos!) para refletir sobre o pastelzinho nosso de cada dia. Não dá para esquecer o quão sagrado ele é. (Eu não disse que a galera da WeGov tem uma linha direta com alguém lá de cima?)

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