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De onde surgiu o CRIE?

CRIE, CREI, REIC, CERI (…)

Já tem algum tempo que nós da WeGov começamos a organizar nosso conteúdo metodológico com base no CRIE e talvez você já receba a nossa newsletter com esse nome… Você deve estar se perguntando, afinal, por que esse povo da inovação gosta tanto de siglas e o que significa isso, não é mesmo?

Então vamos lá: CRIE é um acrônimo para as palavras Conceituar, Refletir, Implementar e Experimentar. Usamos o CRIE para explicar as principais fases envolvidas na forma como falamos sobre inovação no setor público – ou seja, o nosso modelo de aprendizagem. Mas o CRIE não nasceu sozinho, ele na verdade faz parte de um framework.

Nesse post vamos explicar como a WeGov transformou a sua metodologia de aprendizado com a criação de um framework, que é composto de 5 camadas:

  1. Premissas
  2. Pilares
  3. Competências
  4. CRIE
  5. Serviços da WeGov

Um framework

Framework nada mais é do que a estrutura do nosso trabalho. Desenvolvemos um framework para esclarecer quais elementos temos que ter em mente quando entregamos nossos serviços.

Frameworks guiam as organizações na realização de intervenções e na escolha de técnicas e métodos para produzir os melhores outputs relativos aos inputs. Eles podem funcionar como modelos de análise e avaliação de cenário, mas também orientam para a ação.

Atualmente, esta é a carinha do nosso:

Framework de serviços WeGov

Framework de serviços WeGov

O framework ajuda a visualizar as camadas que compõem as nossas entregas de serviço e estrutura o nosso método de trabalho. Tudo começa pelas nossas Premissas, pois elas representam as razões de a WeGov existir, e são:

1ª Camada: as premissas

A primeira camada do nosso framework diz respeito às nossas premissas. Elas representam as razões de a WeGov existir, nosso propósito:

  • Empoderar os agentes públicos;
  • Iluminar ideias e ações que possam ser replicadas;
  • Promover a aproximação interinstitucional entre os agentes públicos das três esferas e dos três poderes.

Ah, as Premissas da WeGov eu já conheço! Qual a próxima camada mesmo?

2ª Camada: pilares

Para garantir as nossas premissas, precisamos ter uma visão sistêmica de que elementos compõem as instituições públicas, assim como um médico quando quer indicar remédios para as dores de seus pacientes – independente de suas estruturas organizacionais e modelos de gestão.

Por isso, incluímos uma camada chamada de Pilares, que representam as principais dimensões que compõem o sistema das instituições públicas, e quais são os viabilizadores e balizadores que afetam a capacidade de inovar das mesmas.

De maneira ampla, as dimensões desdobram-se em subdimensões, que devem ser analisadas com uma relação de interdependência uma das outras.

Dimensões e subdimensões dos Pilares WeGov

Dimensões e subdimensões que compõem a camada “Pilares”

Cultura, Estratégia, Conhecimento e Pessoas… isso significa que temos que olhar para as Competências!

3ª Camada: competências

Seguindo nas camadas, temos as Competências. Entendemos que inovação e desenvolvimento organizacional são indissociáveis, ou seja,  que a capacidade de inovar está conectada aos aspectos humano-comportamentais.

Nosso lema “mais do que inovações, precisamos criar inovadores” traduz nossa concepção de que podemos potencializar a capacidade de inovação das organizações a partir do desenvolvimento de competências nas pessoas que as compõem.

Por isso, selecionamos um modelo de competências essenciais para inovação, elaborado pela OECD no ano passado, que compõe a terceira camada do nosso framework. A propósito, a equipe da OECD ficou muito feliz em saber que estamos usando este material aqui no Brasil!

Competências para Inovar da OCDE

Competências essenciais para inovação

E finalmente, a 4ª camada: o CRIE

A camada seguinte é o CRIE, nosso modelo de aprendizagem, estruturado a partir de metodologias ativas e ancorado na abordagem Learn by Doing (Aprender fazendo).

Como comentamos anteriormente, essa sopa de letrinhas está dividida em Conceituar, Refletir, Implementar e Experimentar. Estas são etapas (não-lineares) básicas pelas quais nossas entregas de serviço passam, assim como nosso conteúdo.

Quando você participa de alguma oficina, curso ou programa, vai perceber que não ficamos o tempo todo (C)onceituando um tema. Para nós, para que o aprendizado faça sentido, é preciso resgatar as experiências anteriores dos interlocutores – por isso a importância do R, de refletir.

Mas isso não basta, é preciso fazer para aprender, colocar de fato a mão na massa. Aí entram o (E)xperimentar e o (I)mplementar. Geralmente o (I) acontece depois que os servidores retornam para sua instituições de origem, ou quando eles têm a oportunidade de resolver problemas reais numa oficina Incompany, por exemplo. Já o (E)xperimentar acontece ao longo de todas as nossas entregas – seja por meio de ferramentas, processos ou através de dinâmicas.

O CRIE da WeGov

Camada CRIE: modelo de aprendizagem

E, por fim, a última camada, que é o resultado de toda a criação do nosso framework: a entrega de Serviços da WeGov. Temos um portfólio que reúne várias dessas experiências de aprendizagem incríveis, não deixe de dar uma conferida.

Próximos passos

Com framework em mãos, sentimos falta de ter algo mais palpável, um instrumento para fotografar o cenário atual das instituições com que interagimos. Surgiu então a ideia de criar uma ferramenta para coletar dados junto às instituições, baseada nos pilares do framework, que estamos chamando de Pesquisa de Maturidade.

Além da pesquisa, temos consciência de que precisamos sempre revisitar nosso framework – iterar para ressignificar. Afinal, a inovação acontece nas fronteiras entre as áreas, sempre alguns passos à frente de quem tenta se encaixar em padrões. E assim seguimos!

Acompanhe o que vêm acontecendo na WeGov, e tenha mais pistas de como pegar a estrada da inovação e chegar ao Governo do Futuro! Continue acompanhando nossos conteúdos (assinando a newsletter), eventos, oficinas e webinars!

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