Comunicação Digital

No ambiente competitivo atual, empresas sabem que alcance e engajamento podem criar ou quebrar seus negócios e direcioná-las para os resultados que precisam. Mas no governo, o foco em melhorar essas áreas não tem sido tão enfatizado. Muitas vezes, o governo é o único fornecedor de um serviço particular, e as ferramentas de suporte, alcance e comunicação não foram otimizadas para atender as necessidades de clientes cada vez mais experientes em tecnologia e no uso de celular.

Algumas vezes, quando tecnologias digitais não são otimizadas e cidadãos não são engajados, ou não estão cientes de informações ou programas governamentais, os resultados da missão não são atingidos. No setor público, falhar em atingir esses resultados pode ser drástico – pode ser que crianças não recebam seus almoços na escola, idosos não recebam vacinas para a gripe ou licenças de todos os tipos não sejam renovadas a tempo.

No entanto, com a voz dos cidadãos sendo mais ouvida pelas mídias sociais e tecnologias online, as coisas tem começado a mudar. Estratégias de comunicação digital para o setor público estão evoluindo para ajudar organizações a se conectarem melhor com cidadãos e promover seus conteúdos.

Embora nós tenhamos mais do que nunca ferramentas para facilitar isso – de automação de e-mails a teste A/B para segmentar audiências – ainda há espaço para compartilhar e aprender melhores práticas para comunicação digital (e a WeGov contribui para isso, dá uma olhada aqui).

Em uma pesquisa feita para o GovLoop pela agência Granicus, com 179 entrevistados do setor público, há muitas razões para governos se sentirem otimistas em relação ao futuro, quando se fala de comunicação digital. Mas como falado anteriormente, os resultados do questionário mostram que muitos agentes públicos não sentem que sua comunicação digital e alcance são tão sofisticados quanto poderiam ser.

De acordo com as descobertas do questionário, governos encontram diversos desafios importantes em alcance digital e comunicação: falta de orçamento, falta de pessoas ou competências, e a não adesão da liderança. Ainda, 61% dos entrevistados disse que não existe um time de comunicação digital ou ele é muito pequeno.

“Nossa equipe é pequena ou muito ocupada, e nós temos apenas duas pessoas focadas em objetivos de comunicação”, escreveu um entrevistado. “Todos os três problemas – liderança, equipe e recursos – são um problema pra gente. Falta estratégia”, escreveu outro. “Há uma falta de reconhecimento generalizada da importância da comunicação digital”, acrescentou outro. Tecnologia, quando usada de maneira efetiva, pode ajudar governos a superar cada um desses desafios para conseguir uma comunicação digital excelente – e os desafios estão atrelados um ao outro.

Recursos adicionais e equipe nem sempre estão sob controle do governo, sendo que alguns departamentos são muito pequenos, mas há passos específicos que podem reduzir a necessidade para esses recursos enquanto mantém – ou até mesmo aumentam – produtividade. Quando você é capaz de provar com dados que você aumentou produtividade e alcance, você conseguirá mais facilmente convencer líderes a dar suporte a outras estratégias e investimentos.

Desafios x Tecnologia Disponível

Os desafios são reais e persistentes entre diferentes esferas de governo, não importa aonde você vá. Mas com a tecnologia disponível hoje, e uma abordagem estratégica inteligente, governos podem usar uma variedade de estratégias para endereçar esses desafios de alcance digital e de comunicação.

Automação Automação tem se tornado mais comum no marketing do setor privado, já que softwares tem a capacidade de lidar com segmentação e campanhas de marketing. No entanto, pode ser muito útil também para o setor público. A automação permitiu que o governo de um Bairro do Condado de Wrexham, no País de Gales, parasse de gastar um dia inteiro enviando e-mails para apenas duas horas, por exemplo.

Corte o custo do papel Com a quantidade de relatórios, pautas, e atas de reunião que organizações governamentais produzem, é comum gastar uma porção significativa do orçamento em impressões e na gestão de documentos de papel. Ao cortar estes gastos, instituições podem salvar recursos valiosos. Um exemplo local é o da Startup 1Doc, que já colaborou para que as instituições que adotaram sua solução economizassem mais de 2.000.000 de impressões, além de promover melhorias na comunicação interna.

Use Campanhas integradas Campanhas integradas permitem que instituições compartilhem suas histórias, missão, programas e recursos de maneira eficiente e com escalabilidade e agilidade. Elas são amigáveis e intuitivas a comunicadores de qualquer nível. Os benefícios de campanhas integradas dentro de uma plataforma de Comunicação Unificada incluem a habilidade de incorporar novas audiências, promover programas e serviços de maneira cruzada com instituições similares, e reengajar audiências inativas.

Potencialização de APIs Com avanços na tecnologia, especialmente com ‘Interface de Programação de Aplicação’ (APIs), a habilidade de manter sistemas de gestão de relacionamento financeiro ou com cidadãos é mais fácil do que nunca. APIs trazem informação personalizada e então enviam mensagens transacionais aos destinatários pretendidos, e ainda podem atualizar cidadãos sobre informações importantes como novas leis. Transações com organizações governamentais que foram geradas por comunicação baseada em papel podem mudar para um processo completamente eletrônico, economizando tempo, dinheiro e recursos.

Teste A/B 60% dos entrevistados responderam que não usam ‘Teste A/B’ (comparação de duas versões de um e-mail para ver qual tem melhor desempenho). Por não usar teste A/B, estão deixando de lado uma estratégia valiosa que não requer estratégia de expert ou recursos extras. Testes A/B permitem comparações lado a lado, de maneira que instituições possam otimizar conteúdo e maximizar o impacto. Com o teste A/B, você pode testar muitas variáveis, incluindo título, conteúdo das mensagens, imagens/vídeos, comprimento da mensagem, formato e botões, para ver o que tem melhor engajamento com a sua audiência.

Estratégia de Captura Uma estratégia de captura refere-se a métodos e estratégias com os quais você consegue assinantes e faz crescer o número de pessoas recebendo suas comunicações. Crescer a audiência da sua instituição é mais fácil do que parece, mas 37% dos entrevistados disseram que eles não tem nenhuma estratégia de captura. Algumas maneiras chave de fazer isso são: ‘telas de sobreposição’, campanhas de mensagens de texto e engajamento com seguidores passivos em mídias sociais. Essas técnicas pouco usadas permitem que a instituição amplie seu alcance com recursos que estão dentro de suas possibilidades.

Dados e métricas Dados são os melhores amigos de um comunicador. Permite grande visibilidade em quanto a sua mensagem afeta seu público-alvo. Auxilia no entendimento de assuntos interessam sua audiência, que técnicas são mais efetivas em gerar resposta e, mais importante, que elementos da sua estratégia de comunicação geram maior engajamento. Potencialize os dados que sua instituição reúne dos relatórios de comunicação, métricas do site e questionários, analisando-os e permitindo que incentivem ação e tomada de decisões.


Aprimorando a Comunicação Digital da sua instituição

Há 6 anos, a WeGov abre espaço e compartilha melhores práticas de Comunicação Digital para o setor público, por meio do evento Redes-eGov. Este ano, teremos uma edição especial que inaugura um novo formato para o evento, agora contemplando oficinas.

Para abordar o tema da automação na comunicação, convidamos Pedro Burgos para o Redes-eGov | Edição Especial BSB, dia 10 de Novembro, com a palestra ‘Produtos Digitais para Comunicação do Futuro: A automação e os robôs como aliados’. Você pode ver a programação completa e se inscrever aqui.

Esperamos você lá!

Texto escrito por Courtney Belme, para o site GovLoop. Adaptado e traduzido pela WeGov.

Patricia Garcia

Patricia Garcia

Responsável pela Rede de Relacionamentos da WeGov. É formada em Design de Produtos pelo IF-SC, com mestrado em Antropologia Social pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Tem experiência em grandes empresas com inovação, usabilidade e qualidade. É professora voluntária de inglês em uma comunidade de Florianópolis, já fez trabalho voluntário na Ucrânia, e acredita que as pessoas podem conviver sabendo respeitar as diferenças e trabalhando para um bem comum.

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